Quem diria, mas acontece que ter fantasias sobre matar seu chefe é algo bastante normal e pode sugerir que você está apenas progredindo em termos evolucionários.

De acordo com a Dr. Julia Shaw, importante psicologa da University College London, mais da metade dos funcionários, em algum momento da sua carreira profissional, imaginou matar alguém que eles conhecem. Soa um pouco macabro, não é mesmo? No entanto, isso reflete uma boa notícia. Porque que dizer que estas pessoas são menos propensas a realizar o ato, de fato.

Isso acontece porque ensaiando arquitetar os detalhes do ato mortal em sua mente recorda as pessoas das consequências terríveis que o ato pode acarretar. Por consequência, isso a impede de fazê-lo.

Por outro lado, se os que mais pensam ou falam sobre isso são os menos capazes de fazê-lo — são os mais caladinhos a quem mais devemos temer?

Ainda segundo a Dra. Shaw, um assunto comum destas fantasias de assassinato são os chefes e ex-namorado, como o jornal Independent relata.

Falando no Festival da Ciência de Cheltenham, ela disse:

“Felizmente, a maioria da população mundial raramente se envolve em assassinatos. Essas fantasias de assassinato são, na verdade, um exercício de empatia. Você pensa sobre um determinado assunto, imagina suas consequências, como seria cometer o ato — e adivinhe qual é a decisão geral das pessoas? “Não quero fazer isso, porque me trará consequências que eu não gostaria de enfrentar.”

A renomada psicologa ainda pontua que pode ser errado descrever a maioria dos assassinos como “maus”, porque suas ações são, muitas vezes, o resultado de uma perda de controle ou de um erro isolado.

Numa questão de evolução da espécia humana, alguns psicólogos sugerem que fantasiar sobre matar alguém é um passo positivo no avanço humano. Isso sugere que as pessoas aprenderam a se adaptar e pensar mais sobre as consequências dos seus atos do que irrefletidamente cometê-los, como nossos ancestrais podem ter feito.

Embora possa parecer estranho que a fantasia do dia do assassinato seja inofensivo, outros estudos sugeriram que o excesso de pensamento pode ser prejudicial à sua própria saúde.

Há alguns contras nessa atitude

Kai-Tak Poon, professor de psicologia da Universidade de Educação de Hong Kong, conduziu um estudo que envolveu um grupo de participantes fantasiando sobre fazer algo violento a alguém que eles odeiam, e outro grupo fantasiando sobre tomar uma ação neutra.

Os resultados sugeriram que aqueles que tinham pensamentos agressivos estavam mais dispostos a refletir sobre suas ações, o que conseqüentemente diminuiria sua percepção de seu próprio bem-estar.

Como a pesquisa sugeriu, pensar muito sobre infligir dor a um inimigo pode acabar com você, mesmo que a ideia realmente agrade a você.